Dúvidas dos alunos da disciplina de Sistemas Operativos

Caro Aluno,
Este Blogue inclui algum do conteúdo das aulas práticas. Em caso de dúvida, coloca um comentário na mensagem correspondente. Serei automaticamente avisado pelo Blogue e responderei assim que for possível.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Converter um disco rígido num disco virtual VHD ou VMDK

Este artigo explica como converter uma máquina real/física numa máquina virtual, recorrendo ao utilitário Winimage. Estas instruções podem ser úteis nos seguintes casos:
• Quando temos lá em casa (e na empresa) uma máquina com uma aplicação ou uma configuração de um sistema operativo já obsoleto, e que nos obriga a manter eternamente a máquina, só para utilizar ou consultar algumas vezes?
• Queremos testar um upgrade/migração ao sistema operativo ou a uma aplicação, com uma configuração “idêntica” à real, mas num ambiente controlado e sem riscos.

O artigo foi escrito usando como exemplo uma migração de uma máquina com Windows XP.

Em primeiro lugar, descarregue de o pequeno utilitário WINIMAGE (http://www.winimage.com/download.htm), que é um shareware, disponível gratuitamente para testar durante 30 dias, mas que oferece todas as funcionalidades que precisa. A versão que usei (8.10) só tem 699KB.

Depois de instalar, execute o programa e escolha no menu “Disk” a opção “Creating Virtual Hard Disk Image from Physical drive” (criar um disco rígido virtual a partir de um disco físico).


O passo seguinte é escolher o disco que se pretende virtualizar. Para poupar espaço, escolha “Create Dynamically Expanding Virtual Hard Disk” (Criar um disco virtual dinamicamente expansível), pois a imagem só ocupa em disco o espaço ocupado pelo dados existentes no disco.
*figura 2*
Depois indique escolha um nome para o ficheiro com o disco virtual e guarde-o de preferência noutro disco (p.xº um disco externo). Se pretender utilizar o Virtual PC ou o Virtual Server, escolha o formato VHD. Se pretender usar o VMWARE ou o VirtualBox, seleccione o formato VMDK.
*figura 3*

O passo seguinte demora algum tempo e consiste na criação do disco virtual (no exemplo “disco-da-joana.vmdk”).
*figura 4*

Depois de criado o disco virtual (o ficheiro), é necessário configurar/criar uma máquina virtual no software de virtualização. Para além de atribuir á máquina virtual memória adequada para correr o software que existia na máquina real, indique como disco rígido da máquina virtual, o ficheiro criado com o WinImage (exº . “disco-da-joana.vmdk”).
Quando a máquina virtual arranca (boot), vem a parte mais complexa.
Complexa porque a operação que estamos a fazer é similar á transferência de um disco físico entre máquinas diferentes e com hardware diferente. É preciso recordar que o software de virtualização, virtualiza o hardware e este hardware nunca é igual ao hardware da máquina real onde o sistema operativo estava instalado. Por isto, as instruções a seguir são similares à da transferência de discos entre máquinas.

Assim, quando a máquina virtual arranca, o sistema operativo que está instalado no disco vai detectar que o hardware não é idêntico ao que tinha da última vez este executou e pode não reconhecer o hardware porque não tem os drivers adequados.

Se estiver a usar o XP, é provável que este não execute, porque para além do problema dos drivers, parece-me que actua um sistema anti-cópia da Microsoft . Para resolver o problema, é necessário fazer uma reparação do sistema operativo instalado na máquina virtual, usando o CD original do Windows XP (não se esqueça de ter a chave/licença de activação à mão).

Agora siga as instruções no post "Reparar uma instalação do Windows XP"

As instruções seguintes aplicam-se também para trocas de discos rígidos com o Windows XP instalado, quando se move um disco para um novo computador ou se converte um disco rígido em disco virtual.

Divirta-se.

Reparar uma instalação do Windows XP

As instruções seguintes aplicam-se também para trocas de discos rígidos com o Windows XP instalado, quando se move um disco para um novo computador ou se converte um disco rígido em disco virtual.

1.Quando aparece a mensagem de boas vindas "Welcome To Setup", aparece a opção seguinte,
2.Esta parte do Setup prepara o Microsoft Windows XP para executar no seu computador
“To setup Windows XP now, press ENTER.”
3.Esta é a opção para proceder com a reparação da instalação
“To repair a Windows XP installation using Recovery Console, press R.”
Para reparar uma instalação NÃO escolha “To repair a Windows XP instalation using the Recovery Console, press R", (você não vai querer executar a consola de repação “Recovery Console”).
Para terminar sem instalar o Windows XP, carregue em F3.
4.Carregue em Enter para iniciar o Setup do Windows.
5.Aceite o acordo de licenciamento e depois o Windows vai procurar por instalações do Windows existentes no disco.
6.Accept the License Agreement and Windows will search for existing Windows installations.
7.Escolha a instalação do XP que pretende reparar e carregue na tecla R paara iniciar a reparação.
8.O Setup vai copiar os ficheiros necessários para o disco e depois reinicia (reboot). Não carregue em qualquer tecla depois do reboot senão vai arrancar a partir do CD. O Setup vai continuar como se estivesse a fazer uma instalação nova, mas todas as aplicações e configurações irão manter-se intactas.
9.Depois da instalação, e se estiver a trabalhar numa rede podem ocorrer erros devido a duplicação de nomes de máquinas. Neste caso, altere o nome da máquina.

Veja aqui nestes links, como se faz a reparação do Windows XP, quando se troca um disco rígido.
•http://www.michaelstevenstech.com/moving_xp.html
•http://www.michaelstevenstech.com/XPrepairinstall.htm

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Converter Discos Virtuais Microsoft (VHD) em Discos Virtuais VMWare (VMDK), compatíveis com VirtualBox (VDI)

Aqui vão umas dicas para converter os discos virtuais criados para o Virtual PC e Virtual Server, em discos compatíveis com o VirtualBox e VMWare.

Antes, convém recordar que a Microsoft usa o formato VHD, a VMWare os VMDK e o VirtualBox quando cria um disco, cria-o com o formato VDI, mas também utiliza (lê e escreve) discos VMDK, criados pelo VMWare.

Em primeiro lugar, descarregue de o pequeno utilitário WINIMAGE (http://www.winimage.com/download.htm), que é um shareware, disponível gratuitamente para testar durante 30 dias, mas que oferece todas as funcionalidades que precisa. A versão que usei (8.10) só tem 699KB.

Execute o Winimage e no menu “Disk”, escolha a opção “Convert Virtual Hard Disk Image”. Localize no disco o ficheiro .VHD e abra-o.
Depois escolha o caminho onde deseja guardar o novo disco virtual, dê um nome ao disco (.VMDK) e escolha que tipo de disco pretende (fixo, dinâmico). Aguarde enquanto se processa a conversão.

Quando a conversão terminar, abra o VirtualBox, no menu “Gestor de Discos Virtuais”, inclua o novo disco .VMDK. Crie uma nova máquina virtual com características similares à que usada o disco .VHD, associe o disco acabado de converter e “inicie” a máquina virtual.

Foi assim, que converti o Windows Vista para correr no VirtualBox.

Instalação, configuração e operação de Sistemas Operativos em máquinas virtuais VirtualBox

Consulta aqui o enunciado do trabalho de grupo da disciplina de Sistemas Operativos da Universidade dos Açores.
Qualquer dúvida sobre o trabalho deve ser colocada aqui, inserindo um comentário ao post. Deste modo, as questões e respostas ficam disponíveis a todos.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Como utilizar no Linux as pastas partilhadas do VirtualBox

Condições prévias:

1)Instalar as VBoxLinuxAdditions
2)No VirtualBox, ir ao Menu Dispositivos e depois no sub-menu “Pastas Partilhas” criar uma partilha (exº “PastaPartilhada”)

No Linux, correr numa sessão de terminal os seguintes comandos:
1)Criar uma pasta de “montagem”, p.exº “/media/partilha
2)Executar o comando para montar/associar a directoria ao “device” partilhado: “mount.vboxsf PastaPartilhada /media/partilha

Depois, aceda à pasta usando os comandos da Shell ou o Navegador de Ficheiros Nautilus.

sábado, 29 de março de 2008

Testar o Windows Vista gratuitamente

A Microsoft disponibiliza o Windows Vista num disco virtual (VHD) durante 30 dias para testes. Trata-se de uma forma de conhecer as funcionalidades do Windows Vista sem ter instalar num PC ou ter que fazer um upgrade do seu sistema operativo.

Para isto vá à página de download "Microsoft Windows Vista 30-Day Eval VHD", fazer o download dos ficheiros e depois criar uma máquina virtual no Virtual PC ou Virtual Server. A Microsoft aconselha que reserve de 10GB de disco e 1GB de RAM para a máquina virtual.

Mas as coisas não são assim tão directas... Se não tiver alguém com as imagem descarregada, terá que passar pelas seguintes etapas: Autenticar-se com uma conta Windows Live ID, preencher um formulário com informação pessoal, assinalar algumas opções e depois então passa à página de download. Nesta página, encontra 18 links para download. Cada link corresponde a uma parte do ficheiro .RAR que depois de descompactado (depois de descarregar, basta carregar no primeiro ficheiro Vista.part01.exe" para o processo se iniciar) produz o ficheiro "vista.vhd" com 5GB e mais 3 ficheiros com dados sobre a licença, um readme e um .vmc.

Realizei o teste no VitualPC e no VirtualBox. Curiosamente, a máquina virtual com maior performance foi executada no... VirtualBox!

No próximo "poste" explico como se converte um ficheiro VHD em formato compatível VirtualBox.

A virtualização na Microsoft

O tema da virtualização é sem dúvida uma área de grande aposta para a Microsoft e isto nota-se nas muitas notícias de aquisições e lançamentos de produtos de virtualização por aquela empresa.

O mais acessível ao utilizador comum é o Virtual PC, seguindo-se o Virtual Server e agora o Hyper-V que está na sua versão RC (release candidate) e dentro em breve será lançado na sua versão final como parte do Windows Server 2008. A integração destas ferramentas nas plataformas de gestão System Center, são sem dúvida alguma, a melhor opção para uma implementação séria (e tranquila) numa empresa que para além da consolidação de servidores deseja apostar em alta disponibilidade e na facilidade da gestão da plataforma de serviços e servidores.

O Microsoft Virtual PC e o Virtual Server são gratuitos, descarrega-os nos links abaixo indicados e testa-os. É a melhor solução para correr os sistemas operativos Microsoft e Linux “Empresarial” suportado por empresa como a RedHart e Novell/SUSE. Para correr as distribuições open-source, o melhor é usar o VirtualBox, pois há cada vez menos suporte para a plataforma de virtualização da Microsoft.
Uma coisa positiva é a possibilidade de fazer também download de discos virtuais com versões de demonstração, pré-configuradas ou não, de produtos como o Windows Server 2008, SQL Server e Windows Vista, entre outros. Visita o site Microsoft Technet e descarrega, por exemplo, o Windows Vista num disco virtual compatível com o Virtual PC e Server (.VHD.
Links a consultar:
- Site “Microsoft Virtual PC 2007
- Site “Microsoft Virtualization
- Site "Microsoft Virtual Server "
- Site “Run IT on a Virtual Hard Disk” - aqui pode encontrar discos virtuais no formato Microsoft VHD e fazer download. Na data de hoje estavam disponíveis os seguintes produtos:
• BizTalk Server 2006
• Exchange Server 2007 SP1
• Identity Lifecycle Manager 2007
• ISA Server 2006
• Microsoft Office 2007 Professional
• Office SharePoint Server 2007
• Search Server 2008 Express
• SQL Server 2005
• SQL Server 2005/Exchange 2007
• SQL Server 2008 November CTP
• System Center Configuration Manager 2007
• System Center Essentials 2007
• Visual Studio 2005 Team Suite
• Visual Studio 2005 Team System
• Windows Server 2008 Beta 3
• Windows Server 2003 R2
• Windows Vista

domingo, 9 de março de 2008

Preparar o Sistema Operativo openSUSE para a instalação das “Guest Additions”

Para verem todos os passos necessário para completar as instruções da mensagem anterior "A instalação das “Guest Additions” no Linux", aqui vai um pequeno vídeo que explica como se instala software no openSUSE 10.3 e mostra todos os pacotes de software necessários.
(download aqui - aprox. 11.6MB)

quinta-feira, 6 de março de 2008

A instalação das “Guest Additions” no Windows

A instalação das “guest additions” no Windows requer acessos de administração ao sistema operativo e faz-se da seguinte forma: 1) montar o CD “VBoxGuestAdditions.iso”; 2) aceder ao conteúdo do CD a partir do explorador do windows; 3) Executar o programa "VBoxWindowsAdditions.exe” 4) Reiniciar o sistema operativo. O vídeo seguinte mostra como se faz (download aqui - aprox. 3.7MB)

A instalação das “Guest Additions” no Linux

A instalação das “guest additions” alteram os drivers e algumas aplicações do sistema Linux. Isto é, o kernel do sistema operativo é alterado. Para que isto seja possível, é necessário que a máquina Linux tenha previamente instalado o software GNU compiler (GCC), GNU Make (make) e os pacotes de software contendo os ficheiros de “header” da versão do kernel instalado. No SUSE e OpenSUSE Linux é necessário instalar a versão adequada dos pacotes de software “kernel-source” e “kernel-syms”. Depois de instalados os pacotes de software, procede-se à instalação do software da seguinte forma: 1) montar o CD “VBoxGuestAdditions.iso”; 2) aceder ao conteúdo do CD a partir do Linux; 3) Numa sessão de terminal (“shell”), executar na directoria do CD o comando “sudo ./VBoxLinuxAdditions.run” (com acesso de root / administração). 4) Reinicie o sistema operativo. O vídeo seguinte mostra como se faz (download aqui - aprox. 1.8MB)

A importância das “Guest Additions” do VirtualBox

O software “guest additions” é criado para ser instalado no interior da máquina virtual. Consiste em drivers e aplicações de sistema que optimizam o sistema operativo “guest”, aumentando a performance e a usabilidade conforme é descrito no capítulo 4.1 do manual do VirtualBox. Para instalar, “basta” “montar” na máquina um ficheiro do tipo ISO que funciona como se fosse um CD-ROM virtual. Este ficheiro chama-se “VBoxGuestAdditions.iso” e está incluído no pacote de software VirtualBox, localizado na pasta “C:\Programas\innotek VirtualBox\” (ou equivalente), para quem corre num “host” Windows.

Este CD Virtual inclui software para “guest” Windows e Linux e permite optimizar/melhorar:
- a resolução da placa gráfica, através da oferta de várias resoluções e aceleração de vídeo;
- Sincronismo de relógio do “guest”;
- a integração do ponteiro do rato;
- Partilha de pastas entre o “host” e o “guest”;
- Partilha de “clipboard”;
- logon automático do Windows (passagem de credenciais; funciona apenas com “guest” Windows.

domingo, 2 de março de 2008

Instalação do openSUSE no Virtualbox

Para se proceder à instalação do Linux como “guest” numa máquina virtual no VirtualBox é necessário previamente:
- Criar a máquina virtual;
- Fazer o download da imagem do CD ou DVD ISO do openSUSE;
- Adicionar a imagem ISO ao conjunto de discos virtuais “visíveis” pelo VirtualBox, recorrendo ao “Gestor de Discos Virtuais” (a imagem seguinte, mostra as imagens de do DVD e CD GNOME do openSUSE e o ficheiro ISO VBoxGuestAdditions).

Ainda antes de “iniciar/ligar” a máquina virtual é necessário configurar o hardware da máquina virtual, montando o CD ou DVD que queremos usar para instalar o Linux. No filme que disponibilizo, depois de seleccionar a máquina virtual, selecciono “geral” e depois de verificar que os discos rígidos (virtuais), passo à montagem do drive de CD/DVD. Neste caso, utilizo as imagens ISO descarregadas da Internet, colocado previamente no “Gestor de Discos Virtuais” e seleccionados no campo “Ficheiros de Imagem” (no exemplo uso a imagem ISO do CD com interface gráfico GNOME).
Depois dos passos anteriores, inicio (ligo a máquina) aos 40segs e esta faz “boot” da imagem do CD. Os passos seguintes são os habituais numa instalação de um sistema operativo.

Download do video aqui (4.6MB)

Linux openSUSE

O OpenSUSE é um sistema operativo baseado em GNU/Linux da comunidade mundial patrocinado pela Novell. O sistema opetivo é uma alteração do SUSE Linux. Tem como base os pacotes *.rpm (Redhat Package Manager). Sua ultima versão é a 10.3.O grande diferencial desta distribuição é possuir o Yast um aplicativo que traz a possibilidade de configurar de forma gráfica diversos elementos do sistema operativo que normalmente são configurados através de linha de comando.

Mais sobre o openSUSE

Download do OpenSuse

Depois do download dos ficheiros ISO, podemos gravar os CD's ou DVS, quando se pretende efectuar uma instalação numa máquina a partir destes dispositivos. No caso de se usar máquinas virtuais, não nã necessidade de fazer esta gravação, uma vez que são acessíveis a partir da máquina virtual como CDs virtuais.


Guia de Instalação

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Criar uma máquina virtual no VirtualBox

O primeiro passo é escolher um nome sugestivo e depois identificar no VirtualBox (VBox) qual o tipo de Sistema Operativo. A partir desta indicação, o VBox sugere uma configuração de RAM e o tamanho do disco virtual.

Um factor crítico é a memória RAM e o espaço em disco disponível, pois a máquina virtual (guest) vai retirar RAM à máquina hospedeira (host) e vai precisar de espaço em disco. Se quisermos instalar um sistema operativo numa máquina virtual com 512MB RAM, é aconselhável ter mais 256MB RAM para que o SO e os programas da máquina host possam executar. Para uma instalação de Linux completa, há que arranjar 3 a 4 GB de disco.
Na fase seguinte, escolhe-se a pasta no disco onde se pretende guardar o ficheiro do disco (.vdi ou .vmdk) e que vai guardar todos os programas e dados que constituem a máquina virtual. Aconselho a criar discos de expansão dinâmica, pois vão aumentando (e ocupando espaço em disco) à medida que vamos instalando programas e copiando/criando ficheiros.

Depois... é melhor ver o vídeo que criei, pois para além de poupar no "teclado", as imagens são suficientemente esclarecedoras.

O primeiro video, mostra como se cria a máquina (download aqui - aprox 3,6MB).

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O próximo vídeo, mostra como se faz a configuração do "hardware" virtual da máquina acabada de criar (download aqui - Aprox. 4,7MB).

video

Instalação do VirtualBox

Aqui vão mais umas dicas sobre VirtualBox.

Download do VirtualBox
No site, faça o download da versão mais adequada (Windows, Linux, OS X para MAC). É importante também descarregar o manual e tê-lo sempre disponível explicar como se faz a configuração, responde à maioria das questões e apresenta dicas para a maioria das situações.
Um dos meus alunos já instalou a versão para Mac (com processador Intel) e funciona.

Instalação
No Windows, a instalação, é de “carregar pela boca”. Aconselho a ler o capítulo 2 do manual e ver como se instala em cada um dos sistemas operativos (SO) host.

Configuração
O VirtualBox em si não precisa de muitas configurações. No menu “Ficheiro->Preferêncais”, pode configurar quais as pastas que o VirtualBox vai usar, se quer usar as extensões do CPU para melhorar a performance, recorrendo às extensões VT-x da Intel e AMD-V, existentes em alguns CPU’s. Pode também configurar a tecla de “Entrada e Saída” na máquina virtual (CTRL Direito) ou ainda o idioma.

Outra zona de configuração é a opção “Ficheiro -> Gestor de Discos Virtuais”, onde pode gerir vários discos virtuais acessíveis pelas máquinas virtuais, incluindo imagens ISO de CD/DVD e de disquete. Na imagem podem-se ver vários discos de máquinas virtuais (Windows Vista, Linux Ubuntu, Windows XP).

O próximo "post" vai ser sobre configuração de máquinas virtuais.

Introdução (teórica) à Virtualização

Para quem não frequenta as minhas aulas e quer conhecer um pouco mais sobre o conceito, aconselho a ler uma cópia dos apontamentos e a ler a documentação existente nos seguintes links:

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Virtualização: Virtual PC ou Virtual Box?

Sou um adepto do uso do conceito de virtualização, quer como plataforma de simulação de hardware, onde podemos executar múltiplos sistemas operativos e aplicações de forma controlada e isolada, quer como forma de agregação de recursos que depois são disponibilizados de uma forma abstracta, como um único recursos de grande capacidade e fiabilidade.

No primeiro conceito inclui-se o software de virtualização VMWare, VirtualPC e VirtualBox. Todos eles excelentes para testar outros sistemas operativos ou usar como plataforma de desenvolvimento de aplicações e testes, sem estragar nada na nossa máquina.

Se quisermos correr uma máquina virtual (guest) com sistema operativo da Microsoft (XP, Windows Server, Vista, etc) numa máquina (host) com Windows, o melhor será apostar no Virtual PC 2007, disponível gratuitamente em http://www.microsoft.com/virtualpc

No caso em que quisermos instalar uma máquina virtual (guest) com Linux (2.4 e 2.6), OpenBSD, Windows (NT 4.0, 2000, XP, Server 2003, Vista), DOS/Windows 3.x então é melhor escolher o VirtualBox, pois estão disponíveis versões para correr em (host) Windows, Linux, Macintosh e OpenSolaris. Isto é, quando criar uma máquina virtual, esta pode ser transportada para outras máquinas (host), logo que o VirtualBox seja compatível com o sistema operativo da máquina. Para isto, basta copiar o ficheiro de configuração para a outra máquina e abri-lo no VirtualBox lá instalado.
O Virtualbox está disponível para download em http://www.virtualbox.org/. No site podemos encontrar manuais muito completos e muitas dicas.

Durante alguns anos, usei máquinas virtuais a correr em Virtual PC 2004, para preparar as minhas aulas de sistemas operativos. Este ano, fiz alguns testes exaustivos de instalação no Virtual PC 2007, de versões mais recentes das distribuições Linux (Fedora, Ubuntu, Open Suse) e identifiquei alguns problemas novos de compatilidade. Ao contrário do que era habitual, os forums de discussão e os sites das distribuições Linux deixaram de apostar nesta ferramenta da Microsoft e não há soluções ou novos "patch's" para os Kernels a correr nas máquinas virtuais Virtual PC. Entretanto, a Microsoft passou a dar suporte às distribuições comerciais como o Suse e Red Hat.
Na sequência disto, decidi adoptar o VirtualBox (http://www.virtualbox.org/), que também é disponibilizado como Open Source. Existe uma versão comercial para Windows que pode ser descarregada da Internet (http://www.virtualbox.org/wiki/Downloads) e cujo licenciamento permite o uso de forma gratuita para uso pessoal, avaliação e académico (http://www.virtualbox.org/wiki/VirtualBox_PUEL).

Acabei de ler que a Sun Microsystems anunciou que vai comprar a innotek, a empresa responsável pelo desenvolvimento da versão comercial e open source do VirtualBox. Boas ou más notícias para os utilizadores do Open Source?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Começou o 2º Semestre e as Aulas de SO

No dia 11, começaram as aulas de Sistemas Operativos na Universidade dos Açores.
A sala destinada às práticas estava lotada de tal forma que até até havia alunos em pé. Espero que não seja motivo para desistências, mas nestas condições vai ser muito difícil aprender e acompanhar o ritmo, ainda por cima quando se avalia a participação na aula com um peso de 10% da nota final.
Espero que o material facultado aos alunos seja suficiente para recriarem as condições de trabalho em casa ou num qualquer PC com acesso à Internet.
Para acompanhar em www.uac.pt/~aires/so

Utilização segura da Internet - pais descansados

No dia Europeu da utilização segura da Internet, aqui vai o meu contributo para aumentar a segurança no acesso à Internet e deixar os pais tranquilos.
O software K9 Web Protection é o meu filtro favorito e utilizo-o desde 2005 para proteger os meus filhos, os seus amigos e os meus sobrinhos de conteúdos indevidos da Internet. Trata-se de uma aplicação eficaz e gratuita para uso pessoal, criada por uma empresa americana especialista em segurança.
A licença é fornecida depois de disponibilizar os seus dados (nome e e-mail). Por experiência própria, a empresa não abusa do e-mail.
A aplicação é muito pequena e funciona como um serviço. Possui uma consola de administração, protegida por senha e funciona como um filtro que classifica todos os endereços da Internet em várias categorias, podendo o administrador da aplicação também incluir endereços/url ou criar excepções.
Sempre que o filtro encontra um site bloqueado ou duvidoso, surge um alarme (um ecrã que pode ser acompanhado de um cão a ladrar). Em situação de excepção, podemos deixar abrir excepções temporárias, mediante a introdução da senha.

Poderia escrever muita coisa, mas o melhor é consultar a página da Blue Coat, ler toda a documentação, tirar as dúvidas e instalar o software.

Aqui vai o endereço: http://www1.k9webprotection.com/getk9/index.php

Vale a pena.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Speedmeters - Como validar a Largura de Banda Contratada

Qual o melhor site "independente" para testar a largura de banda de acesso à Inernet?
No final de Janeiro, tive na minna casa dois serviços de acesso à Internet em simultâneo: NETCABO e SAPO ADSL (ambos a ainda a 2MB) e decidi comparar a performance dos dois serviços.
Comecei pelo Speedmeter da FCC (http://speedmeter.fccn.pt/) e verifiquei que os valores obtidos para os dois serviços eram muito diferentes. A SAPO estava sempre em vantagem (aprox. 1.6MB), mas a NETCABO variava entre 0.5 e 1.3MB (aprox.).
Ao testar outros Speedmeters, como o (http://www.speedtest.net/) e o (http://www.auditmypc.com/) verifiquei que obtinha valores muito próximos, o que me leva a concluir que a independência da FCCN pode não ser assim tanta.

O meu conselho: usa o http://www.speedtest.net/.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Porque aparece este Blogg?

Estava eu a preparar as aulas de Sistemas Operativos, verificando os meus apontamentos e
como acontece todos os anos, questionei-me "O que vou inovar desta vez?".
Decidi criar um blog para publicar todos os conteúdos com interesse para as aulas! E para os alunos!
Aqui vou publicar os sumários, lançar assuntos para discussão e interagir com os alunos, esclarecendo eventuais dúvidas que tenha.

No entanto, vou continuar on-line com o site www.uac.pt/~aires/so, pois não sei como me vou dar com a experiência.